O futuro que vamos construir: um projeto de Nação

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Vivemos um momento delicado e decisivo. O brasileiro hoje não percebe o país com tranquilidade e satisfação. Entra governo, sai governo e nossos desafios crescem, parecem mais difíceis. Há sérios problemas na saúde pública, na educação, na segurança, na infraestrutura, na justiça, na gestão do país, em todos os níveis. A proximidade das eleições é tempo apropriado para pensarmos nosso futuro. O que queremos? Qual o caminho a trilhar?

O debate político está centrado no histórico dos candidatos, alianças, medidas imediatas quando eleitos e benefícios que “vou ter se fulano se eleger”. São questões objetivas, mas de curto prazo. O discurso está no nível gerencial, na arrumação da casa, com ações de impacto. É insuficiente, não resolve nosso dilema.

Falta um debate mais empolgante! Conversas sobre Projeto de Nação. De como nos tornarmos um povo bem educado em tempo de Sociedade do Conhecimento. Qual o nosso projeto para o semiárido nordestino? Como utilizaremos a riqueza da Amazônia? Como valorizar nossas riquezas, agregando valor? Como entendemos agrotóxicos, transgênicos e resíduos? E o uso de recursos públicos para geração de conhecimento, ciência, tecnologia e inovação, fazendo nossas empresas e instituições fortes e sustentáveis, gerando mais e melhores empregos? Como avançar do assistencialismo e garantir moradia, alimentação saudável e saúde de qualidade para todos?

Não é apenas como administrar o Estado. Precisamos conversar de forma adulta e responsável a respeito do nosso potencial enquanto protagonistas no planeta. Urge uma nova agenda! O mundo precisa da moderna liderança brasileira. Nós temos que trabalhar para construir. Os líderes devem estar à frente, com visão de futuro. Tem algum país do mundo que é exemplo para nós? O Brasil pode trilhar modelo próprio? Está contente em ver outros países andando para a frente, melhorando a qualidade de vida, enquanto ficamos “patinando” com discussões inúteis, focadas no atraso e no egoísmo?

Por tudo isso, devemos dirigir nossa atenção para construir uma nova realidade, de ordem e respeito, que honre nossa história. Um lugar melhor para nossos filhos, em que o crime seja combatido, a corrupção seja cada vez menor, com o funcionamento adequado das instituições. Um país de esperança e de Justiça. Um lugar seguro, reconhecido não apenas por futebol e belezas naturais, mas também pela inteligência, pelo esforço e pela educação do povo, de infraestrutura moderna, da beleza do que construímos, além do que a Natureza nos deu.

Faz sentido um novo rumo? Podemos deixar a tarefa para outras gerações… O que você acha disso? Vai ficar tranquilo esperando? Cada brasileiro é uma fonte de um novo país, de Respeito. Temos pressa, mas precisamos dar os passos certos.

O nosso belo futuro promissor será construído por nós.

 

Obs.: Depois de algum tempo, retomo a ideia de publicar no blog. Espero que goste e que retorne aqui para compartilhar ideias.

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Por que dá choque quando aperta a mão?

Isso tem acontecido bastante comigo ultimamente.
É só chegar perto e o toque na outra pessoa dá choque.
Por que isso acontece?
Muito boa explicação achei no Portal Terra.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI2952887-EI8408,00.html

Quantas vezes você apertou a mão de alguém ou abriu a porta de um carro e tomou um choque? Esse desconforto acontece quando a carga estática de uma pessoa está diferente de outra, ou seja, um está mais “carregado”. Nessa situação, o contato físico resulta em uma troca de cargas elétricas.
Essa sensação não traz maiores danos, até porque a corrente gerada é muito baixa, explica a professora Gabriela Hoff, da Faculdade de Física da PUC-RS. “Cada corpo com acúmulo de carga apresenta um potencial diferente. Quando em contato, estes corpos propiciam a passagem de carga em função do tempo, ou seja, corrente elétrica”, explica ela.
Os choques deste tipo são mais comuns no inverno, quando muita gente usa roupas de lã sintética, material que mantém a carga elétrica. Se a pessoa está descalça, essa corrente é liberada aos poucos e não chega a ser percebida. Porém, se a pessoa está com um calçado com solado de borracha, que serve como isolante, ela acumula maior carga. Nesse caso, um simples aperto de mão em outra que não tem a mesma carga estática podem fazer com que ambas sintam um leve choque, pois o excedente de carga em uma das pessoas se distribui, passando parcialmente para a outra.
O mesmo princípio acontece quando encostamos em um carro. Se estivermos com acúmulo de carga elétrica, ao tocarmos na porta do automóvel também sentimos o choque, pois o carro acumula carga ao se movimentar. O atrito com o ar faz com que a carga elétrica fique na superfície externa do carro, que é de metal.
Mas, afinal, o choque é o mesmo para todo mundo? Não, responde a professora Gabriela, que exemplifica que o choque pode ser em maior intensidade e dor para duas pessoas expostas a uma mesma correntetensão de 110 Volts. A explicação é a resistência do circuito e até a parte do corpo que foi exposta ao choque: se encostar um dedo em uma tomada, o choque é maior do que se o contato for com a mão, pois nesse último caso há uma maior dispersão. Além disso, cada pessoa apresenta uma resistência diferente, pois cada indivíduo e composto por proporções diferentes entre os tecidos que formam o corpo.
O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA (miliampère). Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A, dependendo se a corrente é contínua ou alternada, os efeitos variam.

E você, também passa por isso de vez em quando?

Somos quem queremos ser

Vou usar um aprendizado do futebol para fazer uma pequena pergunta.
Será que podemos alcançar um lugar melhor sem almejar um lugar melhor?

Somos quem podemos ser...

Não é O Segredo...

Cada vez mais, entendo que a vida deve ser levada em paz, no esquema deixa a vida me levar.
É claro que os desafios da vida geram muitos conflitos, e algumas pessoas se perdem. Por exemplo, perdemos nesse final de semana uma jovem artista brilhante, Amy Winehouse, que sempre pareceu sem rumo, mas com um talento fantástico.
Aqueles que me conhecem sabem o quanto sou apaixonado pelo Inter, meu time do coração, o Campeão de Tudo lá de Porto Alegre. Hoje o Colorado jogou contra o melhor time do mundo, o bicho papão Barcelona. PErder, ganhar, tanto faz. Tem outra coisa que merece atenção: foco, direção, ambição.
O mais recente campeão do mundial de clubes da FIFA joga bonito, ganha quase sempre, é organizado desde as divisões de base, tem o maior número de sócios pagantes, tem estádio fantástico, é rico e poderoso. Um exemplo a ser seguido.
E nós, como somos?
Qual nossa ambição?
Não falo aqui apenas do meu time do coração. Falo do nosso país. O que queremos? Um pouco de música alta de baixa qualidade para cada cidadão? Dois latões de cerveja por dia? Um empreguinho que não não dê muito trabalho? Um chefe condescendente com nossas falhas? Um rouba aqui, uma moleza ali?
Será que essa falta de ambição de termos um país mais justo, menos desigual, mais equânime, menos ignorante realmente não é prioridade?
Essa ambição só se aplica quando nossa seleção canarinho está em campo. Deveríamos querer isso sempre, em todas as áreas. Nas nossas empresas, nos nossos negócios, nos serviços públicos.
Já pensou se fôssemos o “Barcelona” em educação, ciência, tecnologia, inovação, serviços públicos, mobilidade urbana?
Por que não podemos ambicionar isso?
É por conta do complexo de vira-lata tão bem explicitado por Nelson Rodrigues?
Nós podemos ser tudo isso. Exige trabalho, esforço, enfrentamento de questões menores, sem importância.
Mesmo com tudo isso, seria difícil em alguns momentos, mas o desafio de buscar melhoria mais rapidamente é um ânimo que poderia nos contaminar, nesse momento de valorização da dinâmica econômica e social do Brasil perante o mundo. Mas parece que nem as gerações que estão nascendo agora terão a oportunidade de ver um país como sonhamos alguns.
Como diminuir com a violência, a ignorância, a injustiça, a incapacidade dos serviços públicos, a corrupção, a mesquinharia, os desmandos, as lideranças maléficas? Em 10 anos podemos conseguir isso, a partir de algum tipo de iniciativa, ou estamos fadados a mantermos a alcunha de “país do futuro”?
Será que a solução é irmos todos morar em Miami ou Barcelona?

A cidade para as pessoas


Uma das lições mais importantes a serem aprendidas nos países nórdicos é a importância que o cidadão assume na organização da cidade.
Conforme a lógica de Jan Gehl, principal artíficie da transformação de Copenhagen, as cidades devem priorizar as pessoas, e isso está presente nas cidades que visitamos na Finlândia, na Suécia e na Dinamarca de modo impressionante, seja na mobilidade urbana, com privilégios ao pedestre e ao ciclista, estações multimodais com acesso de ônibus, trens urbanos e veículos leves sobre trilhos, mas também nas calçadas, nas praças, nos parques, em todos os espaços urbanos. Isso é Inovação!
Esse tipo de evolução gera um efeito positivo no entendimento que as pessoas tem de sua condição de iguais em relação aos semelhantes, sem distinção por classe social ou qualquer outro tipo de preconceito, que representa, na verdade, atraso. É sinal de desenvolvimento.


A lógica cidadã também está presente nos aeroportos, enxutos e eficientes, com disponibilidade de transporte público, nas estações de trem, nos pontos de ônibus, nos estacionamentos para bicicletas. Todas as iniciativas são integradas e geram como efeitos: gente na rua caminhando, comércio de rua (não apenas em shopping centers), famílias e jovens nos parques e praças, bicicletas, skates, pick-nicks na grama. Os serviços públicos são benéficos ao cidadão, geram efeitos claros. São cidades melhores para viver.
Os parques tecnológicos também promovem essa lógica.

Muito interessante. Visite: http://www.cidadesparapessoas.com.br/
Os projetos de mobilidade urbana de Salvador: Visite: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/07/conheca-os-projetos-em-pauta-para-melhorar-mobilidade-em-salvador.html

Vida no interior

Não falarei sobre nossa vida interior, isso é razão para um post bem mais longo…
O negócio é a vida das pessoas fora dos grandes centros.
Ontem tive o privilégio de me deslocar de carro entre Recife e Natal pela manhã. A vida nas cidades do interior do Brasil tem mudado rapidamente. As antigas plantações de cana-de-açúcar, que víamos abandonadas, foram fortalecidas, ganharam melhores condições de escoamento, equipamentos. A estrada está duplicada quase que completamente, em obra realizada pelo Exército Brasileiro, com excelente resultado. Tudo bem sinalizado, com movimento impressionante de carros, muitos deles novos.
Claro que temos diversos desafios. Nosso tecido empresarial ainda é pobre, temos grandes vazios, a segurança, os serviços públicos deficientes, a corrupção que detona milhares de programas necessários.
Mas quero destacar um detalhe que me chamou a atenção: nossos interesses são muito parecidos. Mesmo em lugares que não esperamos encontramos desejos próximos dos mais sofisticados de nossas grandes cidades. A foto abaixo é apenas um exemplo, mas há muitos outros: sorvetes de caixinha, hamburgers, chicletes, roupas, tênis etc.

Egoísmo, incompreensão e o Lobo Mau


Hoje à noite fui visitar meu pai e minhas irmãs. Jantei com meus filhos, dei banho em minha pequena, tomei o meu banho, arrumei meu guri e fomos visitar meu pai. Saí de casa em excelente astral, conversando com o grande Mateus, apesar dos apenas 5 anos. Conversamos sobre o dia, ele me fez perguntas muito interessantes. Chegamos ao edifício, local de difícil estacionamento. Achei uma vaga ótima. Alguns meninos e meninas ouviam som em frente ao prédio, música ruim, tipo aquelas letras feitas por quem possui vocabulário limitado a 10 palavras (homem-aranha, mulher-maravilha, chupa isso, lambe aquilo, detestável…). Olhei rapidamente para a festa deles. Até achei que estavam calmos. Subi, interagi com minhas irmãs e meu pai, conversamos, jantamos pela segunda vez. Mateus ficou se divertindo no Wii e no DS com Leozinha e Camila. Tudo ótimo (eu havia esquecido o celular em casa). Nos dirigimos ao carro, entramos rápido, saímos rápido, pois já passava das 23 horas, normal essa preocupação em ruas de Salvador, Bahia, Brasil. Passamos na loja de conveniência para comprar pão e a surpresa! Enquanto estava estacionado em frente ao prédio do meu pai, meu carro fui covardemente, egoisticamente, irracionalmente arranhado com raiva por algum inconsequente. Ele não ganhou nada com isso. Não fiz nada contra ele. Não sei quem foi. Tenho pena de alguém com esse grau de evolução espiritual. Deve ser algum tipo de resgate cármico por coisas que fiz no passado. Espero que esse tipo de coisa não ocorra mais no mundo. Fiquei com vergonha do meu filho. Como explicar para ele tamanha mediocridade? Chegamos em casa, compartilhamos isso com Lili e Amanda. Elas também ficaram chateadas. Por que? Com que objetivo? Inveja? Raiva? Falta de amor no coração? Desespero? Ou muita música ruim na cabeça? “Eu vou te comer! Eu vou te comer! Eu vou te comer!” Agora, aproveitando a oportundiade, cá prá nós, será que que essa imbecilidade de Big Brother também não contribuiu para esse tipo de falta de serenidade para pensar no outro?

Disponibilidade para Servir

“Servir é uma arte.”
“Liderar é servir.”

Churrasco

Churrasquinho trivial


Realmente, servir não é coisa fácil, para alguns.
Se colocar a serviço do outro, seja servindo um prato, uma bebida, oferecendo ajuda, criando ambiente favorável, superando bobagens, é para ser natural. Mas algumas pessoas têm imensas dificuldades em lidar com isso.
Ouvimos muitas vezes que a qualidade dos serviços no Brasil (na Bahia é muito comum) deixa a desejar, que as pessoas são pouco qualificadas, que o nível educacional compromete a oferta de serviços. Mas, pouco se fala sobre a vocação para servir.
A lógica do servir é a mesma de algumas religiões: se colocar a serviço do outro, com as suas prioridades colocadas depois da prioridade do outro. Dar prioridade para o outro. Sem considerar isso sacrifício, muito pelo contrário: servir é um prazer. Fazer o outro atendido, satisfeito, ajudado, tem um valor imenso.
Desde os meus 12 anos de idade, faço churrasco. Coisas de gaúcho. Aprendi vendo meu pai e meus tios fazendo. Um dia comecei a fazer. Tradição de família. Foi uma aventura. Até hoje, muitos acham que meu maior prazer é fazer o fogo, ou espetar a carne, ou salgar, ou virar o espeto, ou cortar lascas. Sem falar em afiar a faca, poder escolher o som que toca durante o preparo, e a altura das caixas de som. Ou por conta das biritas consumidas durante o preparo.
Vou confidenciar: o maior prazer do churrasco é servir. Ter o trabalho prévio de escolher e comprar os ingredientes, gastando $, ficar sujo de carvão, carregar materiais, acertar as chamas, espetar as carnes, ouvir cobranças do tipo “vai demorar?”, “está pronto?”, “já dá para tirar um pedaço?”, “que horas começou?”. Tudo isso é apenas a preparação para um pequeno momento sublime: o servir. Fazer a alegria das criança e dos adultos com o resultado do seu esforço. “Esse salsichão está uma delícia!”, “Essa picanha é da diretoria”, “Essa carne está desmanchando de tão macia”, “Essa carne está manteiga”.
Ser digno de elogios, não apenas por ter disponibilizado o alimento, mas por ter feito bem a tarefa, com cuidado, com carinho, servindo com a maior gentileza possível.
Quem não consegue perceber a beleza de servir, e todo o esforço prévio que isso exige, nunca vai conseguir ficar contente em servir.
Vejo que muitas pessoas ainda não foram contaminadas pelo espírito do servir.
Adiante o passo.
É muito bom.
A satisfação dos outros gera energia positiva para você.
Pratique.
De verdade.
Com o coração no comando.
E sinta esse poder do servir.