Arquivo do mês: julho 2009

Acidentes acontecem, Felipe Massa

Ele vai ficar bem.

Ele vai ficar bem.

Nos acostumamos a ver os treinos, acordar para ver a largada aos domingos.

A Fórmula 1 faz parte de nossas vidas. Alguns começaram com Emerson Fittipaldi, outros com Nélson Piquet, principalmente com Ayrton Senna.

É verdade que já fomos bem mais talentosos e vencedores, mas ainda é um objeto de atenção nacional.

As minhas maiores alegrias na F1 foram com Senna, aquelas corridas impossíveis ganhas no detalhe, com raça, coragem e persistência. Exemplos que ficarão para toda a vida.

A minha maior frustração foi quando estava com minha filha em frente a TV, de pé, esperando pela vitória suada de Rubinho, quando ele deixou Schumacher passar na reta final. A criança ao meu lado ficou perguntando “Ele ganhou pai?”. E explicação foi dolorosa. Frustração, raiva do sistema capitalista. Anti-competição.

Nunca assisti a um grande prêmio in loco. Tenho vontade. Já estive em autódromos. O primeiro, Tarumã, próximo a Porto Alegre. O segundo, Jacarepaguá, para assistir ao show do U2 e, mais recentemente, fiz o circuito de Mônaco, em viagem de negócios.

Tudo isso para dizer que quando vejo as fotos e imagens do acidente de Massa meu coração dispara. Não apenas porque lembro como é dura essa vida de piloto, com riscos enormes sendo corridos permanentemente, apesar das regalias, do glamour, da fama, da grana.

Não sei se compensa.

Muito porque lembro daquela manhã de domingo, quando Senna se foi no GP de San Marino, na curva Tamburello. Sofremos, choramos, perdemos um exemplo positivo para o país.

Mas tem outro motivo. É particular e me toca mais. Lembro dos meus dois acidentes de carro, do sofrimento imposto aos que gostam de mim, da dor, da preocupação, das limitações, das recuperações, dos medos, da angústia.

É verdade que tudo acabou melhor do que se poderia esperar, mas as marcas ficaram.

Profundas.

Quando vejo Felipe Massa machucado, me vejo. Como no dia que tive coragem de me olhar no espelho e quase não me reconheci.

Lembro de mim, valorizo a minha vida e agradeço ao meu bom DEUS por estar aqui, poder ser lido por alguns, admirado por outros, alegre, feliz, realizado. É verdade que outros pensam de outros modos, mas é a vida.

Sou muito orgulhoso de ter olhado para a frente, de ter lutado, superado tudo. Isso só foi possível quando me coloquei no meu lugar, humilde, pequeno perante a vida e a morte.

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64 minutos na fila do banco

Como diria Zé Ramalho...

Como diria Zé Ramalho...

Em muitos momentos da minha vida tive de ir ao banco.

Hoje em dia, temos a facilidade dos caixas eletrônicos, envio de talões e cartões pelos Correios, transações via internet, mas há pouco tempo, tudo se resolvia através de uma visita à sua agência. Não podia ser qualquer agência, só podia ser na sua.

As coisas mudaram muito, mas na semana passada tive de voltar aos caixas de um banco do qual sou correntista, mas não possuo privilégios de ser cliente vip, especial, prime, Van Gogh ou Personalitté. Voltei a sentir na pele o que é ser um office-boy, como iniciei minha trajetória profissional, ainda calouro na universidade, trabalhando na Efficace, em Porto Alegre.

Com o passar dos anos, meu tempo ficou mais ocupado: filhos, família, compromissos sociais e profissionais, preocupação com a saúde, agendas diversas.

Mas as filas nos bancos, que sempre me chatearam, continuam as mesmas. Não adiantaram leis de 15 minutos máximos, automação, filas únicas, ordenamento por prioridade. Tudo isso foi em vão.

Em resumo, perdi uma hora e quatro minutos da minha tarde para realizar uma operação no caixa.

Olhei para todos aqueles que também estavam vivendo a mesma situação: pessoas simples, motoboys, funcionárias de lojas de shopping, despachantes, serventes de condomínios, pequenos empreendedores, estudantes.

Quanto tempo perdido?

Quanto o nosso país precisa do trabalho dessas pessoas?

Que desperdício!

Multipliquem isso pelas 16.829 agência existentes no Brasil (fonte: Banco Central, 2003) e estimem o tamanho do desperdício, da irritação e do stress que atingem caixas, vigilantes, gerentes e cidadãos.

Quem ganha com essa situação?

O lucro dos bancos em 2008 no Brasil, mesmo com a crise global já vigorosa no segundo semestre, foi:

Banco do Brasil – R$ 8,8 bilhões, estabelecendo um novo recorde

Bradesco – R$ 7,620 bilhões

Itaú – R$ 8,474 bilhões

O investimento total do PAC (integração dos investimentos do governo federal em infra-estrutura e projetos estratégicos) em 2008 foi de R$ 3,2 bilhões.

O lucro é bom porque permite investimentos e geração de empregos, mas será que esse custo social das filas não poderia ser minimizado?

Eu nunca mais quero precisar passar por uma fila de banco!

Michael Jackson – eu lembro

Lembro do menininho surgindo no mundo da fama com os irmãos no Jackson´s Five (isso aconteceu quando nasci, mas assisti muitas vezes depois).

Lembro de Billie Jean e Thriller integrais no domingo à noite no Fantástico, impressionando as crianças e definindo um estilo único.

Lembro de MJ no Pelourinho com o Olodum, divulgando a Bahia para o mundo, após Paul Simon ter levado os timbaus e tambores para os EUA.

Lembro também de todas as transformações, escândalos, extravagâncias e polêmicas.

Lembro de músicas lindas, com parceiros de alto nível, como Paul Mccartney.

Lembro das danças geniais, que contaminaram nossas brincadeiras de criança.

Lembro do visual cada vez mais diferente, assim como as feições, que nos fizeram esquecer um pouco que se tratava de um gênio.

O gênio se foi, ficaram as dúvidas, as interrogações.

A vida é assim! Sempre acaba…

O rei do pop merece o título, pois em termos de música e arte foi quase uma unanimidade mundial

As grandes obras ficam.

Sempre Viva

A flor mais famosa de Mucugê/BA

A flor mais famosa de Mucugê/BA

O nome é fantástico!

Sempre Viva

Porque permanece idêntica, mesmo após colhida, por mais de 50 anos!

Usada em buquês de casamento chiques por todo o mundo, manteve a economia da importante e bela cidade da Chapada Diamantina por vários anos.

Hoje, o Parque Municipal de Mucugê desenvolve pesquisas, em cooperação com pesquisadores de núcleos de excelência, e trabalha para preservar a espécie.

As trilhas pelo Parque até as cachoeiras das Andorinhas, Tiburtino e Piabinha são sensacionais, com água forte e gelada, mas em paisagens deslumbrantes.

Piabinha

Piabinha

Andorinhas

Andorinhas

Tiburtino

Tiburtino

Aproveite Mucugê e a Chapada Diamantina!