As dores do mundo

“… eu vou, esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas quem sou.” JQuest

Eu tinha verdadeiro horror do Jota Quest até recentemente. Achava as músicas muito melosas e forçadas. Não gostava do estilo do cantor. Todos os que conviveram comigo mais de perto sabiam das minhas restrições. Mas isso mudou.
Em uma noite, no começo de 2009, assisti ao show deles no Planeta Atlântida, evento que acontece no litoral gaúcho, próximo ao Festival de Verão de Salvador. Antes da apresentação, assisti a uma entrevista do vocalista Rogério Flausino e gostei da linha de argumentação, das ideias, da forma de se referir ao público.Achei tranquilo, legal. Com isso, decidi ver o início do show. Vi até o fim, gostei, passei a curtir. Superei as barreiras que impediam esse olhar mais flexível.

Mas esse post não é sobre Jota Quest. É sobre a vida, as mudanças, a flexibilidade, o ver de novo com novos olhos.
Em nosso dia-a-dia, convivemos com seres muito diferentes entre si. “De perto ninguém é normal”, já dizia Léon Tolstoi. Cada um tem seus motivos para sofrer, permanecer frustrado ou desesperado(a). Mas estou profundamente interessado na questão de permanecer na mesma, mesmo com tudo isso sendo percebido, comentado, claramente perceptível. Grandes problemas que não são enfrentados com pequenas soluções. Pessoas que passam a vida sem tomar a atitude que todos sabem que deve ser tomada. Geralmente, são os mesmos (as mesmas) que mais reclamam de tudo isso!
Mas por que não fazem diferente?
Por que temos tanta dificuldade de alterar nossas práticas?
Falo isso tanto quando estamos na zona de conforto, “na boa”, quanto quando estamos na pior, arrasados, sem forças para reagir, na verdadeira zona de desconforto, na m.
Na última terça, participei de um evento chamado Universo Totvs em Salvador. Não pude ficar por toda a programação, mas assisti a partes fantásticas.
Destaco a palestra de Steven Dubner. Vale a pena! Ele falou sobre nossas vidinhas acomodadas, infelizes, sem graça, reclamando de tudo. O olhar dele parte da realidade dos deficientes, por conta da história de vida dele.
Aquilo me tocou intensamente e me fez passar a olhar o mundo de um modo mais próximo da minha essência, mais perto do que é importante. Passei a olhar em meu redor com olhos mais atentos. Foi aí que aflorou a percepção desse padrão de comportamento descontentamento – reclamação – cansaço – não tomar atitude – mais descontentamento – mais reclamações – mais cansaço – ainda menos atitudes ou atitudes de fuga – mais infelicidade.
Me senti assim quando as coisas mais importantes da minha trajetória aconteceram. Aqueles momentos em que tudo para e só fica o que é realmente importante. Infelizmente, na maior parte do tempo de nossas vidas ficamos com nossas vidinhas, preocupados com bobagens, com espinhos bobos, sem olhar para as rosas, e elas estão lá, ou estão para florescer…
Depois desse petardo no coração, nos dias seguintes procurei tentar entender as realidades de cada um e analisar porque não mudam o que incomoda.
Não fiquei numa de julgar, criticar, mas de tentar entender as limitações, para ver como ajudar.
Passei a fazer comentários e perguntas, tentando fazer as percepções mais claras.
Acho que foi em vão.
As pessoas sabem porque as coisas não estão bem e não escolhem outros caminhos por acomodação, preguiça ou crença de que as mesmas atitudes devem gerar resultados diferentes. Quem vai saber o que é certo? Quem vai entender esse ser humano?

Por fim, um vídeo mostrado na palestra do fundador da Associação Desportiva para Deficientes (www.add.org.br), sobre um pai e um filho.
Será que o pai ficou em sua vidinha acomodada quando foi desafiado pelo filho para o desafio?
Será que precisamos de grandes traumas para mudar nossos rumos?
Estamos esperando o quê para sermos felizes?

Chega de reclamar das dores do mundo, como diz o Jota Quest em sua canção.

O que você acha?

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Uma resposta para “As dores do mundo

  1. Não adianta!!!
    Jota Quest é uma m…. mesmo!!!!
    Viva o Ramones, Raulzito, Led, Bob e outros faixas pretas nono dan…
    Ab.

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