Arquivo do mês: janeiro 2011

Egoísmo, incompreensão e o Lobo Mau


Hoje à noite fui visitar meu pai e minhas irmãs. Jantei com meus filhos, dei banho em minha pequena, tomei o meu banho, arrumei meu guri e fomos visitar meu pai. Saí de casa em excelente astral, conversando com o grande Mateus, apesar dos apenas 5 anos. Conversamos sobre o dia, ele me fez perguntas muito interessantes. Chegamos ao edifício, local de difícil estacionamento. Achei uma vaga ótima. Alguns meninos e meninas ouviam som em frente ao prédio, música ruim, tipo aquelas letras feitas por quem possui vocabulário limitado a 10 palavras (homem-aranha, mulher-maravilha, chupa isso, lambe aquilo, detestável…). Olhei rapidamente para a festa deles. Até achei que estavam calmos. Subi, interagi com minhas irmãs e meu pai, conversamos, jantamos pela segunda vez. Mateus ficou se divertindo no Wii e no DS com Leozinha e Camila. Tudo ótimo (eu havia esquecido o celular em casa). Nos dirigimos ao carro, entramos rápido, saímos rápido, pois já passava das 23 horas, normal essa preocupação em ruas de Salvador, Bahia, Brasil. Passamos na loja de conveniência para comprar pão e a surpresa! Enquanto estava estacionado em frente ao prédio do meu pai, meu carro fui covardemente, egoisticamente, irracionalmente arranhado com raiva por algum inconsequente. Ele não ganhou nada com isso. Não fiz nada contra ele. Não sei quem foi. Tenho pena de alguém com esse grau de evolução espiritual. Deve ser algum tipo de resgate cármico por coisas que fiz no passado. Espero que esse tipo de coisa não ocorra mais no mundo. Fiquei com vergonha do meu filho. Como explicar para ele tamanha mediocridade? Chegamos em casa, compartilhamos isso com Lili e Amanda. Elas também ficaram chateadas. Por que? Com que objetivo? Inveja? Raiva? Falta de amor no coração? Desespero? Ou muita música ruim na cabeça? “Eu vou te comer! Eu vou te comer! Eu vou te comer!” Agora, aproveitando a oportundiade, cá prá nós, será que que essa imbecilidade de Big Brother também não contribuiu para esse tipo de falta de serenidade para pensar no outro?