A cidade para as pessoas


Uma das lições mais importantes a serem aprendidas nos países nórdicos é a importância que o cidadão assume na organização da cidade.
Conforme a lógica de Jan Gehl, principal artíficie da transformação de Copenhagen, as cidades devem priorizar as pessoas, e isso está presente nas cidades que visitamos na Finlândia, na Suécia e na Dinamarca de modo impressionante, seja na mobilidade urbana, com privilégios ao pedestre e ao ciclista, estações multimodais com acesso de ônibus, trens urbanos e veículos leves sobre trilhos, mas também nas calçadas, nas praças, nos parques, em todos os espaços urbanos. Isso é Inovação!
Esse tipo de evolução gera um efeito positivo no entendimento que as pessoas tem de sua condição de iguais em relação aos semelhantes, sem distinção por classe social ou qualquer outro tipo de preconceito, que representa, na verdade, atraso. É sinal de desenvolvimento.


A lógica cidadã também está presente nos aeroportos, enxutos e eficientes, com disponibilidade de transporte público, nas estações de trem, nos pontos de ônibus, nos estacionamentos para bicicletas. Todas as iniciativas são integradas e geram como efeitos: gente na rua caminhando, comércio de rua (não apenas em shopping centers), famílias e jovens nos parques e praças, bicicletas, skates, pick-nicks na grama. Os serviços públicos são benéficos ao cidadão, geram efeitos claros. São cidades melhores para viver.
Os parques tecnológicos também promovem essa lógica.

Muito interessante. Visite: http://www.cidadesparapessoas.com.br/
Os projetos de mobilidade urbana de Salvador: Visite: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/07/conheca-os-projetos-em-pauta-para-melhorar-mobilidade-em-salvador.html

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2 Respostas para “A cidade para as pessoas

  1. Marisa Bahcelar

    Muito bom o comentário. Uma das coisas que sinto muita falta em Salvador é de andar a pé, tanto pela segurança quanto pela estrutura adequada para isso. Grandes cidades como Nova Iorque, Buenos Aires e Lisboa têm grandes calçadas, meios de transporte eficientes e trânsito regulado. Um abraço professor!

  2. Pois é, Paupério. Infelizmente, as cidades em nosso país são pensadas para uma parcela ínfima da população. Relatos do século XVII e XVIII falam de uma Rio de Janeiro, por exemplo, extremamente desorganizada e com péssima infraestrutura, inclusive de esgoto (para não comentar de Salvador… naquele tempo). Para piorar a situação, a lógica empregada ao longo do século XX foi de total submissão às grandes potências, privilegiando o transporte de automóveis em detrimento à outras alternativas, como trem, por exemplo. Seria muito tarde para reverter esta situação ?

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