Somos quem queremos ser

Vou usar um aprendizado do futebol para fazer uma pequena pergunta.
Será que podemos alcançar um lugar melhor sem almejar um lugar melhor?

Somos quem podemos ser...

Não é O Segredo...

Cada vez mais, entendo que a vida deve ser levada em paz, no esquema deixa a vida me levar.
É claro que os desafios da vida geram muitos conflitos, e algumas pessoas se perdem. Por exemplo, perdemos nesse final de semana uma jovem artista brilhante, Amy Winehouse, que sempre pareceu sem rumo, mas com um talento fantástico.
Aqueles que me conhecem sabem o quanto sou apaixonado pelo Inter, meu time do coração, o Campeão de Tudo lá de Porto Alegre. Hoje o Colorado jogou contra o melhor time do mundo, o bicho papão Barcelona. PErder, ganhar, tanto faz. Tem outra coisa que merece atenção: foco, direção, ambição.
O mais recente campeão do mundial de clubes da FIFA joga bonito, ganha quase sempre, é organizado desde as divisões de base, tem o maior número de sócios pagantes, tem estádio fantástico, é rico e poderoso. Um exemplo a ser seguido.
E nós, como somos?
Qual nossa ambição?
Não falo aqui apenas do meu time do coração. Falo do nosso país. O que queremos? Um pouco de música alta de baixa qualidade para cada cidadão? Dois latões de cerveja por dia? Um empreguinho que não não dê muito trabalho? Um chefe condescendente com nossas falhas? Um rouba aqui, uma moleza ali?
Será que essa falta de ambição de termos um país mais justo, menos desigual, mais equânime, menos ignorante realmente não é prioridade?
Essa ambição só se aplica quando nossa seleção canarinho está em campo. Deveríamos querer isso sempre, em todas as áreas. Nas nossas empresas, nos nossos negócios, nos serviços públicos.
Já pensou se fôssemos o “Barcelona” em educação, ciência, tecnologia, inovação, serviços públicos, mobilidade urbana?
Por que não podemos ambicionar isso?
É por conta do complexo de vira-lata tão bem explicitado por Nelson Rodrigues?
Nós podemos ser tudo isso. Exige trabalho, esforço, enfrentamento de questões menores, sem importância.
Mesmo com tudo isso, seria difícil em alguns momentos, mas o desafio de buscar melhoria mais rapidamente é um ânimo que poderia nos contaminar, nesse momento de valorização da dinâmica econômica e social do Brasil perante o mundo. Mas parece que nem as gerações que estão nascendo agora terão a oportunidade de ver um país como sonhamos alguns.
Como diminuir com a violência, a ignorância, a injustiça, a incapacidade dos serviços públicos, a corrupção, a mesquinharia, os desmandos, as lideranças maléficas? Em 10 anos podemos conseguir isso, a partir de algum tipo de iniciativa, ou estamos fadados a mantermos a alcunha de “país do futuro”?
Será que a solução é irmos todos morar em Miami ou Barcelona?

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Uma resposta para “Somos quem queremos ser

  1. Querido amigo,
    Eu sempre me pego pensando e me perguntando: Poruqe voltei de NY para o Brasil ?
    E na maioria das vezes a resposta é dada pela mesma razão que ainda me mantém aqui: família e amigos.
    E só.

    Mesmo imersos na maior crise financeira de sua história, os americanos não passam pela crise de identidade. São construídos (no sentido psicanalítico da coisa) .

    Tenho muita vontade de voltar pra lá, e a cada dia que passa essa vontade aumenta mais, se mantenho meu foco no que leio, vejo, e ouço.
    Dá uma certa vergonha alheia em mts momentos… é generalizada.

    Enfim, excelente post e proposta de reflexão.
    Bjks

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