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Por que dá choque quando aperta a mão?

Isso tem acontecido bastante comigo ultimamente.
É só chegar perto e o toque na outra pessoa dá choque.
Por que isso acontece?
Muito boa explicação achei no Portal Terra.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI2952887-EI8408,00.html

Quantas vezes você apertou a mão de alguém ou abriu a porta de um carro e tomou um choque? Esse desconforto acontece quando a carga estática de uma pessoa está diferente de outra, ou seja, um está mais “carregado”. Nessa situação, o contato físico resulta em uma troca de cargas elétricas.
Essa sensação não traz maiores danos, até porque a corrente gerada é muito baixa, explica a professora Gabriela Hoff, da Faculdade de Física da PUC-RS. “Cada corpo com acúmulo de carga apresenta um potencial diferente. Quando em contato, estes corpos propiciam a passagem de carga em função do tempo, ou seja, corrente elétrica”, explica ela.
Os choques deste tipo são mais comuns no inverno, quando muita gente usa roupas de lã sintética, material que mantém a carga elétrica. Se a pessoa está descalça, essa corrente é liberada aos poucos e não chega a ser percebida. Porém, se a pessoa está com um calçado com solado de borracha, que serve como isolante, ela acumula maior carga. Nesse caso, um simples aperto de mão em outra que não tem a mesma carga estática podem fazer com que ambas sintam um leve choque, pois o excedente de carga em uma das pessoas se distribui, passando parcialmente para a outra.
O mesmo princípio acontece quando encostamos em um carro. Se estivermos com acúmulo de carga elétrica, ao tocarmos na porta do automóvel também sentimos o choque, pois o carro acumula carga ao se movimentar. O atrito com o ar faz com que a carga elétrica fique na superfície externa do carro, que é de metal.
Mas, afinal, o choque é o mesmo para todo mundo? Não, responde a professora Gabriela, que exemplifica que o choque pode ser em maior intensidade e dor para duas pessoas expostas a uma mesma correntetensão de 110 Volts. A explicação é a resistência do circuito e até a parte do corpo que foi exposta ao choque: se encostar um dedo em uma tomada, o choque é maior do que se o contato for com a mão, pois nesse último caso há uma maior dispersão. Além disso, cada pessoa apresenta uma resistência diferente, pois cada indivíduo e composto por proporções diferentes entre os tecidos que formam o corpo.
O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA (miliampère). Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A, dependendo se a corrente é contínua ou alternada, os efeitos variam.

E você, também passa por isso de vez em quando?

Somos quem queremos ser

Vou usar um aprendizado do futebol para fazer uma pequena pergunta.
Será que podemos alcançar um lugar melhor sem almejar um lugar melhor?

Somos quem podemos ser...

Não é O Segredo...

Cada vez mais, entendo que a vida deve ser levada em paz, no esquema deixa a vida me levar.
É claro que os desafios da vida geram muitos conflitos, e algumas pessoas se perdem. Por exemplo, perdemos nesse final de semana uma jovem artista brilhante, Amy Winehouse, que sempre pareceu sem rumo, mas com um talento fantástico.
Aqueles que me conhecem sabem o quanto sou apaixonado pelo Inter, meu time do coração, o Campeão de Tudo lá de Porto Alegre. Hoje o Colorado jogou contra o melhor time do mundo, o bicho papão Barcelona. PErder, ganhar, tanto faz. Tem outra coisa que merece atenção: foco, direção, ambição.
O mais recente campeão do mundial de clubes da FIFA joga bonito, ganha quase sempre, é organizado desde as divisões de base, tem o maior número de sócios pagantes, tem estádio fantástico, é rico e poderoso. Um exemplo a ser seguido.
E nós, como somos?
Qual nossa ambição?
Não falo aqui apenas do meu time do coração. Falo do nosso país. O que queremos? Um pouco de música alta de baixa qualidade para cada cidadão? Dois latões de cerveja por dia? Um empreguinho que não não dê muito trabalho? Um chefe condescendente com nossas falhas? Um rouba aqui, uma moleza ali?
Será que essa falta de ambição de termos um país mais justo, menos desigual, mais equânime, menos ignorante realmente não é prioridade?
Essa ambição só se aplica quando nossa seleção canarinho está em campo. Deveríamos querer isso sempre, em todas as áreas. Nas nossas empresas, nos nossos negócios, nos serviços públicos.
Já pensou se fôssemos o “Barcelona” em educação, ciência, tecnologia, inovação, serviços públicos, mobilidade urbana?
Por que não podemos ambicionar isso?
É por conta do complexo de vira-lata tão bem explicitado por Nelson Rodrigues?
Nós podemos ser tudo isso. Exige trabalho, esforço, enfrentamento de questões menores, sem importância.
Mesmo com tudo isso, seria difícil em alguns momentos, mas o desafio de buscar melhoria mais rapidamente é um ânimo que poderia nos contaminar, nesse momento de valorização da dinâmica econômica e social do Brasil perante o mundo. Mas parece que nem as gerações que estão nascendo agora terão a oportunidade de ver um país como sonhamos alguns.
Como diminuir com a violência, a ignorância, a injustiça, a incapacidade dos serviços públicos, a corrupção, a mesquinharia, os desmandos, as lideranças maléficas? Em 10 anos podemos conseguir isso, a partir de algum tipo de iniciativa, ou estamos fadados a mantermos a alcunha de “país do futuro”?
Será que a solução é irmos todos morar em Miami ou Barcelona?

Egoísmo, incompreensão e o Lobo Mau


Hoje à noite fui visitar meu pai e minhas irmãs. Jantei com meus filhos, dei banho em minha pequena, tomei o meu banho, arrumei meu guri e fomos visitar meu pai. Saí de casa em excelente astral, conversando com o grande Mateus, apesar dos apenas 5 anos. Conversamos sobre o dia, ele me fez perguntas muito interessantes. Chegamos ao edifício, local de difícil estacionamento. Achei uma vaga ótima. Alguns meninos e meninas ouviam som em frente ao prédio, música ruim, tipo aquelas letras feitas por quem possui vocabulário limitado a 10 palavras (homem-aranha, mulher-maravilha, chupa isso, lambe aquilo, detestável…). Olhei rapidamente para a festa deles. Até achei que estavam calmos. Subi, interagi com minhas irmãs e meu pai, conversamos, jantamos pela segunda vez. Mateus ficou se divertindo no Wii e no DS com Leozinha e Camila. Tudo ótimo (eu havia esquecido o celular em casa). Nos dirigimos ao carro, entramos rápido, saímos rápido, pois já passava das 23 horas, normal essa preocupação em ruas de Salvador, Bahia, Brasil. Passamos na loja de conveniência para comprar pão e a surpresa! Enquanto estava estacionado em frente ao prédio do meu pai, meu carro fui covardemente, egoisticamente, irracionalmente arranhado com raiva por algum inconsequente. Ele não ganhou nada com isso. Não fiz nada contra ele. Não sei quem foi. Tenho pena de alguém com esse grau de evolução espiritual. Deve ser algum tipo de resgate cármico por coisas que fiz no passado. Espero que esse tipo de coisa não ocorra mais no mundo. Fiquei com vergonha do meu filho. Como explicar para ele tamanha mediocridade? Chegamos em casa, compartilhamos isso com Lili e Amanda. Elas também ficaram chateadas. Por que? Com que objetivo? Inveja? Raiva? Falta de amor no coração? Desespero? Ou muita música ruim na cabeça? “Eu vou te comer! Eu vou te comer! Eu vou te comer!” Agora, aproveitando a oportundiade, cá prá nós, será que que essa imbecilidade de Big Brother também não contribuiu para esse tipo de falta de serenidade para pensar no outro?

Disponibilidade para Servir

“Servir é uma arte.”
“Liderar é servir.”

Churrasco

Churrasquinho trivial


Realmente, servir não é coisa fácil, para alguns.
Se colocar a serviço do outro, seja servindo um prato, uma bebida, oferecendo ajuda, criando ambiente favorável, superando bobagens, é para ser natural. Mas algumas pessoas têm imensas dificuldades em lidar com isso.
Ouvimos muitas vezes que a qualidade dos serviços no Brasil (na Bahia é muito comum) deixa a desejar, que as pessoas são pouco qualificadas, que o nível educacional compromete a oferta de serviços. Mas, pouco se fala sobre a vocação para servir.
A lógica do servir é a mesma de algumas religiões: se colocar a serviço do outro, com as suas prioridades colocadas depois da prioridade do outro. Dar prioridade para o outro. Sem considerar isso sacrifício, muito pelo contrário: servir é um prazer. Fazer o outro atendido, satisfeito, ajudado, tem um valor imenso.
Desde os meus 12 anos de idade, faço churrasco. Coisas de gaúcho. Aprendi vendo meu pai e meus tios fazendo. Um dia comecei a fazer. Tradição de família. Foi uma aventura. Até hoje, muitos acham que meu maior prazer é fazer o fogo, ou espetar a carne, ou salgar, ou virar o espeto, ou cortar lascas. Sem falar em afiar a faca, poder escolher o som que toca durante o preparo, e a altura das caixas de som. Ou por conta das biritas consumidas durante o preparo.
Vou confidenciar: o maior prazer do churrasco é servir. Ter o trabalho prévio de escolher e comprar os ingredientes, gastando $, ficar sujo de carvão, carregar materiais, acertar as chamas, espetar as carnes, ouvir cobranças do tipo “vai demorar?”, “está pronto?”, “já dá para tirar um pedaço?”, “que horas começou?”. Tudo isso é apenas a preparação para um pequeno momento sublime: o servir. Fazer a alegria das criança e dos adultos com o resultado do seu esforço. “Esse salsichão está uma delícia!”, “Essa picanha é da diretoria”, “Essa carne está desmanchando de tão macia”, “Essa carne está manteiga”.
Ser digno de elogios, não apenas por ter disponibilizado o alimento, mas por ter feito bem a tarefa, com cuidado, com carinho, servindo com a maior gentileza possível.
Quem não consegue perceber a beleza de servir, e todo o esforço prévio que isso exige, nunca vai conseguir ficar contente em servir.
Vejo que muitas pessoas ainda não foram contaminadas pelo espírito do servir.
Adiante o passo.
É muito bom.
A satisfação dos outros gera energia positiva para você.
Pratique.
De verdade.
Com o coração no comando.
E sinta esse poder do servir.

Falta de energia. Logo hoje?

Nos últimos 10 anos, a seleção brasileira de futebol só veio a Salvador duas vezes. Em 1999, estive na Fonte Nova para ver um 2×2 com a Holanda.
Hoje, não fui a Pituaçú porque uma onda de violência estava assustando a cidade e minha esposa gestante ficou preocupada. Além disso, os ingressos acabaram no primeiro dia, quem prometeu uma cortesia não cumpriu e eu teria que morrer na mão de cambistas, categoria que detesto.
Fiquei em casa, botei as cervejas para gelar, vi o jogo entre Paraguai e Argentina, acompanhei tudo sobre a movimentação do jogo e minha filha me acompanhou na comemoração dos dois primeiros gols, com intensa participação do colorado Nilmaravilha.
Depois disso, faltou energia elétrica em parte do meu bairro (Itaigara) e fui privado do direito de ver o meu time jogar. É muita incompetência!
Ao longo do dia, convivi com inúmeras demonstrações de falta de preparo em algumas atividades, mas o jogo da seleção é sagrado.
Vivemos em uma sociedade com diversas limitações educacionais, com impacto na vida de toda a sociedade.
Sei que a Seleção veste a camisa da CBF-Nike, que os interesses são muito fortes, mas não consigo deixar de torcer.
Será que a demora em resolver é porque a Coelba foi privatizada?
Será que se o Governo da Bahia cuidasse seria melhor?
Que recompensa mereço por deixar de ver o primeiro jogo da Seleção em Salvador da vida da minha filha?
Ela foi dormir, sobre protestos.
Vontade de gritar.
Será que alguém ainda quer ouvir?
Mais fácil achar que tudo vai bem e torcer pelo Sarney, que é muito parecido com o Ricardão Teixeira.
Editado: depois fiquei sabendo que o Chile empatou e Nilmar fez mais dois gols. Acabou 4×2.
Acordei com raiva. Mas o dia foi bom.

As dores do mundo

“… eu vou, esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas quem sou.” JQuest

Eu tinha verdadeiro horror do Jota Quest até recentemente. Achava as músicas muito melosas e forçadas. Não gostava do estilo do cantor. Todos os que conviveram comigo mais de perto sabiam das minhas restrições. Mas isso mudou.
Em uma noite, no começo de 2009, assisti ao show deles no Planeta Atlântida, evento que acontece no litoral gaúcho, próximo ao Festival de Verão de Salvador. Antes da apresentação, assisti a uma entrevista do vocalista Rogério Flausino e gostei da linha de argumentação, das ideias, da forma de se referir ao público.Achei tranquilo, legal. Com isso, decidi ver o início do show. Vi até o fim, gostei, passei a curtir. Superei as barreiras que impediam esse olhar mais flexível.

Mas esse post não é sobre Jota Quest. É sobre a vida, as mudanças, a flexibilidade, o ver de novo com novos olhos.
Em nosso dia-a-dia, convivemos com seres muito diferentes entre si. “De perto ninguém é normal”, já dizia Léon Tolstoi. Cada um tem seus motivos para sofrer, permanecer frustrado ou desesperado(a). Mas estou profundamente interessado na questão de permanecer na mesma, mesmo com tudo isso sendo percebido, comentado, claramente perceptível. Grandes problemas que não são enfrentados com pequenas soluções. Pessoas que passam a vida sem tomar a atitude que todos sabem que deve ser tomada. Geralmente, são os mesmos (as mesmas) que mais reclamam de tudo isso!
Mas por que não fazem diferente?
Por que temos tanta dificuldade de alterar nossas práticas?
Falo isso tanto quando estamos na zona de conforto, “na boa”, quanto quando estamos na pior, arrasados, sem forças para reagir, na verdadeira zona de desconforto, na m.
Na última terça, participei de um evento chamado Universo Totvs em Salvador. Não pude ficar por toda a programação, mas assisti a partes fantásticas.
Destaco a palestra de Steven Dubner. Vale a pena! Ele falou sobre nossas vidinhas acomodadas, infelizes, sem graça, reclamando de tudo. O olhar dele parte da realidade dos deficientes, por conta da história de vida dele.
Aquilo me tocou intensamente e me fez passar a olhar o mundo de um modo mais próximo da minha essência, mais perto do que é importante. Passei a olhar em meu redor com olhos mais atentos. Foi aí que aflorou a percepção desse padrão de comportamento descontentamento – reclamação – cansaço – não tomar atitude – mais descontentamento – mais reclamações – mais cansaço – ainda menos atitudes ou atitudes de fuga – mais infelicidade.
Me senti assim quando as coisas mais importantes da minha trajetória aconteceram. Aqueles momentos em que tudo para e só fica o que é realmente importante. Infelizmente, na maior parte do tempo de nossas vidas ficamos com nossas vidinhas, preocupados com bobagens, com espinhos bobos, sem olhar para as rosas, e elas estão lá, ou estão para florescer…
Depois desse petardo no coração, nos dias seguintes procurei tentar entender as realidades de cada um e analisar porque não mudam o que incomoda.
Não fiquei numa de julgar, criticar, mas de tentar entender as limitações, para ver como ajudar.
Passei a fazer comentários e perguntas, tentando fazer as percepções mais claras.
Acho que foi em vão.
As pessoas sabem porque as coisas não estão bem e não escolhem outros caminhos por acomodação, preguiça ou crença de que as mesmas atitudes devem gerar resultados diferentes. Quem vai saber o que é certo? Quem vai entender esse ser humano?

Por fim, um vídeo mostrado na palestra do fundador da Associação Desportiva para Deficientes (www.add.org.br), sobre um pai e um filho.
Será que o pai ficou em sua vidinha acomodada quando foi desafiado pelo filho para o desafio?
Será que precisamos de grandes traumas para mudar nossos rumos?
Estamos esperando o quê para sermos felizes?

Chega de reclamar das dores do mundo, como diz o Jota Quest em sua canção.

O que você acha?

Linha de Passe

O filme de Walter Salles é um primor de enredo e execução. Aquele tipo de filme que não deixa você sair da frente da tela, envolvendo o espectador do início ao fim. É surpreendente como as classes mais abastadas estão distantes da realidade mostrada no filme. Em muitos momentos, senti agonia de assistir a situações constrangedoras, quando comparadas com nossas vidinhas. As relações da empregada doméstica com a patroa, os anseios dos personagens, a convivência com as dificuldades do dia-a-dia de modo quase inevitável, a superação das dificuldades, o determinismo do futuro daquelas pessoas são muito perturbadores.

Assista de peito aberto e pense em tudo que acontece em nosso país e que poderia ser muito diferente. Veja o brilho de todas as pessoas e anteveja o que seremos no futuro próximo. Sarney é fichinha…