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“Quem é Vuarnet, nunca vai ser Rayban”

vuarnet
Eu era apenas um guri de 16 anos pela primeira vez que vi esses óculos. Os pais do meu amigo Deco tinham voltado de um passeio na Europa e trouxeram um para ele. Imediatamente caiu na minha preferência. Pedi emprestado e fiquei meses com o “equipamento”. Com meu primeiro salário, um ano depois, comprei um para mim. O salário não conseguiu pagar a conta toda…
Tive muitas boas experiências com ele. Cheguei a pensar que via o mundo diferente! As lentes cristal originais da Vuarnet não têm comparação com qualquer outra, deixam o mundo mais interessante. Parece que eliminam as imperfeições de caráter, as dificuldades, as frustrações. Viciei nesse negócio. Quando estava de saída de Porto Alegre, perdi o primeiro, após um acidente.
Quando cheguei na Bahia, comprei outro. E ele era meu companheiro inseparável de todas as horas, agora só durante o dia…
Uma bela tarde, ao entrar em um ônibus na Rua Padre Feijó, um assaltante tentou me roubar. Ele ficou com os óculos, mas sem uma lente e uma haste. Após uma perseguição implacável, com o apoio de um taxista-policial, recuperei as ruínas e remontei. Não durou muito tempo. Quebrou no bolso de uma bermuda…
Comprei outro, todos sempre foram iguais, pretos, originais. Mais ótimos momentos juntos, viagens, experiências, alegrias, aprendizados.
Em novo acidente, perdi novamente uma paixão verdadeira…
Aí começou um período muito difícil. Os óculos saíram de linha. Não havia um para vender em Salvador, nem em Brasília, nem em São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre. Após esgotar as tentativas no território nacional, tive a oportunidade ir à França. Após diversas visitas à óticas e lojas da própria Vuarnet, a mesma informação: não produzimos e não vendemos mais. O mundo voltou com as imperfeições. Nenhum óculos atendia aos meus desejos. O mundo nunca mais seria o mesmo…
Tentei Rayban, Mormaii, Oakley, marcas famosas. Me contentei com um Rayban.
O mais interessante é que eu não sabia o que faltava para minha felicidade. Ficava esperando saciar essa vontade com outras coisas, estranho.
Porém, tchan, tchan, tchan, tchan! Abriu uma loja da Vuarnet em Salvador!
Cabe destacar que sempre procurei, em todas as lojas da Vuarnet em Shoppings e Aeroportos. Nunca deixei de procurar, mesmo sem saber que me fazia tanta falta…
Pois bem, na ampliação do Salvador Shopping, o melhor de Salvador, sem dúvidas, aparecem os meus óculos, o autêntico Vuarnet com o V no terceiro olho. Consulto o vendedor, mas só tem na cor …. LILÁS! Segundo ele era “tendência”. Quase brigamos…
Uma semana depois, passo pela mesma vitrine, incrédulo e … lá está ele. Me olhando. Esperando pela minha chegada. Surtei de alegria! Paguei o que pediam, sem negociar. Nem acreditava direito que estava novamente com ele. Pensei em usar mesmo à noite. Me controlei, guardei direitinho no carro. Nem levei para casa, deixei lá até de manhã.
No dia seguinte, acordei com outro ânimo, tomei um super café da manhã, me arrumei, transbordei sorrisos, desci o elevador super-simpático, entre o carro, saquei os óculos do estojo, e voltei a ver o mundo daquele modo que o guri de 16 anos.
Meus amigos e sócios estranharam a minha felicidade e gaiatice. Me tornei outra pessoa, mais generosa, mais corajosa, mais compreensiva, mais competente, mais animado, mais legal.
Não venha me dizer que é apenas um desejo material! É o meu jeito de ver o mundo, o que escolhi, o que me adaptei melhor. Estou feliz apenas por isso!
Fiz questão de compartilhar com você.
Nunca me adaptaria com o Rayban, que já passei adiante e custou quase a mesma coisa.
O que pode fazer você mais feliz?
Quanto custa isso?
Está disponível para comprar?
Você está procurando de verdade?
O que você está esperando, vá lá!

EU USO ÓCULOS!

Acostumados com o sucesso

O caminho é um só...

Em dia de festa para as 12 capitais brasileiras que receberão jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014, faço questão de alertar para a situação das cidades que não foram escolhidas.

As 7 capitais ficarão sem os investimentos acelerados gerados por um evento que mobiliza governos e investidores em todo o mundo.

Será que sabemos perder?

Como somos ensinados a lidar com as adversidades?

Já falei sobre isso em outros posts, mas faço questão de retornar ao tema por conta de outro fato.

Ontem pela manhã, enquanto eu dirigia o carro (temos desafios enormes para garantir a infra-estrutura de transportes para a Copa, seja em Salvador ou em qualquer uma das demais cidades eleitas), me deparei com um outdoor de um dos mais importantes colégios particulares de Salvador, que por conta da sua nota no último ENEM usou como argumento publicitário a seguinte frase “Aqui você se acostuma com as vitórias”.

Lembrei de uns adesivos que alguns pais colavam em seus automóveis informando que seus filhos haviam sido “alunos destaque” de outra escola de elite.

Achei essas duas propagandas absurdas. Estão disseminando a lógica de que só ganhar interessa, menosprezando o aprendizado das derrotas, tão importante para o desenvolvimento do ser humano.

Esse tipo de lógica faz pessoas que querem tirar vantagem, que não respeitam os demais, que querem vencer a qualquer preço. Muito das dificuldades de nossa vida em sociedade é fruto desse tipo de mentalidade.

Se era bom em tempos de concorrência do vestibular, as coisas verdadeiramente mudaram. Isso é ruim para a vida, pois faz sujeitos despreparados para adversidades, que a vida normalmente apresenta.

Acostume seus filhos a saber perder, o que não quer dizer que eles sejam fracos para ganhar.

Ainda hoje, o melhor tenista do mundo, Rafael Nadal, perdeu seu primeiro jogo em Rolland Garros, na França. Será que ele seria o the best se estivesse apenas “acostumado com o sucesso”?

Acredito que quem não sabe lidar com insucessos tem mais dificuldade para vencer do que os “acostumados com o sucesso”.

Conheço alguns “acostumados com o sucesso” que vivem vidas fúteis, sem graça, com altas taxas de infelicidade e depressão, dependência de terceiros, falta de educação e pouca sanidade mental.

Sei que as escolas não trabalham apenas esse aspecto na educação dos jovens, mas a mensagem tem força e deveria ser aperfeiçoada.

Quem sabe: acostumados com o sucesso e com o insucesso?

O que você acha? Comente.

Semana do Niver de SSA

[salvador_+Osmar+Gama.JPG]

Muito bonita a exposição de fotos no Shopping Paseo Itaigara, em comemoração aos 460 anos de Salvador. São 30 imagens do fotógrafo Osmar Gama. 

São fotos de paisagens conhecidas, em ângulos abertos, muito originais.

Odoyá!

Essa expressão é tipicamente baiana! Eternizada pela música de Caymmi.

 

Arestides Baptista

Arestides Baptista

É dia de sair cedo com as oferendas e saudar Iemanjá, Mãe dos Orixás, Rainha do Mar. E  de muita festa no bairro mais boêmio de Salvador, o Rio Vermelho. Cada vez a festa fica maior, diversificando as opções de muita festa. Quando cheguei a Salvador, aprendi que não é dia de lavagem. É dia de festa!

 

dois de fevereiro – dorival caymmi

Composição: Dorival Caymmi

Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou